Uma pesquisa feita pelo departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de Minas Gerais procurou apontar quais eram os efeitos do exercício físico em pacientes com doença de Parkinson, uma doença que prejudica a locomoção e restringe e até impede a mobilidade dos idosos. Combinado com exercícios de fortalecimento muscular, o exercício aeróbico se mostrou bastante eficaz, melhorando sua capacidade motora.
Os dados da pesquisa, que pode ajudar no tratamento dos pacientes com o chamado 'Mal de Parkinson", foram divulgados pela agência Notisa, uma instituição especializada em noticiário sobre Saúde. O estudo foi feito através de um programa de exercícios físicos com 5 mulheres e 12 homens que apresentavam doença de Parkinson. Os participantes tinham entre 41 e 77 anos e tempo médio de evolução da doença variando entre um e 13 anos. Eles foram submetidos a um treinamento físico, três vezes por semana, durante doze semanas. Os autores contam, no artigo publicado na edição de julho/setembro da revista Fisioterapia em Movimento, que observaram ganho nas medidas de desempenho funcional em velocidade de locomoção e de subir e descer escadas.
A doença de Parkinson causa déficits motores na marcha, na postura e no equilíbrio à medida que progride. Fátima Rodrigues de Paula, professora associada do departamento de Fisioterapia da UFMG e uma das autoras do artigo, e colegas explicam que, além da função muscular, há ainda perdas da função cardiorrespiratória, o que também agrava o quadro de ineficiência metabólica.
Cada sessão a que os pacientes foram submetidos teve duração de 75 minutos, com atividades de alongamento, exercícios de fortalecimento muscular de tronco, exercícios aeróbios e relaxamento muscular. Já o programa de fortalecimento muscular combinou exercícios isométricos e isotônicos, focando o tronco, quadril, joelhos e tornozelos.
Ao final do período de tratamento, os resultados não apresentaram modificações nas medidas de torque muscular, mas os pesquisadores constataram melhoras funcionais, clínicas e no nível de atividade física dos pacientes. Dessa maneira, os autores concluem que “o uso combinado de condicionamento aeróbio e fortalecimento muscular resultou em melhoras nas medidas de desempenho funcional e de capacidade física de indivíduos em fase leve à moderada de evolução da Doença de Parkinson.
A melhora da mobilidade, da capacidade física e o aumento da socialização entre indivíduos com o Mal de Parkinson justificam o uso de programas específicos de atividade física como estratégia de reabilitação nessa população". Para ver o artigo na íntegra, acesse


