Governo do Rio registra salto na arrecadação de ICMS do setor de combustíveis
- set 24, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Encontro entre o governador em exercício e executivos de grandes empresas debateu investimentos e os impactos do combate à sonegação fiscal no estado.
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, reuniu-se na tarde desta quarta-feira (23/09) com representantes das principais empresas do setor de combustíveis para debater demandas do segmento e discutir a ampliação de aportes financeiros no Rio de Janeiro. Durante o encontro, os executivos destacaram os reflexos positivos das ações estaduais no combate à sonegação, que resultaram em um aumento de 87% na arrecadação de ICMS do setor entre maio e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.
De acordo com os dados apresentados, a receita de ICMS saltou de R$ 1,57 bilhão para R$ 2,94 bilhões no intervalo analisado. O mês de agosto marcou o quarto mês consecutivo de alta na arrecadação sem nenhum reajuste nas alíquotas do imposto, impulsionado pelas estratégias de fiscalização da Secretaria de Fazenda (Sefaz-RJ) em conjunto com barreiras fiscais e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
"Os resultados alcançados no setor de combustíveis mostram que o combate à sonegação e à ilegalidade, aliado ao fortalecimento da fiscalização, produz efeitos concretos. É importante ouvir das próprias empresas que o Rio voltou a ser um estado com um ambiente de negócios capaz de atrair investimentos. Isso demonstra que o Estado não está parado, está presente, agindo, combatendo e repudiando a criminalidade", declarou o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto.
Retomada da competitividade e combate à ilegalidade
Representantes do setor privado pontuaram a relevância das medidas adotadas pelo governo fluminense para resgatar a atratividade do mercado estadual.
"Hoje percebemos uma diferença enorme na capacidade do Rio de Janeiro de sustentar um ambiente competitivo e saudável. Já estamos em outro patamar de investimentos, com um aumento de mais de 40% no capital investido no Brasil. E o Rio de Janeiro puxa a fila porque é um estado que a gente tinha abandonado", afirmou o representante do Grupo Ipiranga, Leonardo Liden.
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O CEO da Raízen, Nelson Gomes, revelou que a companhia chegou a planejar a saída do estado devido à concorrência desleal:
"Existia, no passado recente, a ideia de sair do mercado do Rio porque o nível de contravenção e de venda de produtos ilegais era tal que não tinha mais como concorrer", disse o executivo.
Entre as medidas que inverteram esse cenário estão o bloqueio de Inscrições Estaduais de empresas irregulares e notificações enviadas a cerca de 1,7 mil postos de combustíveis para verificação de estoques e bombas — ação que já contabiliza a notificação reincidente de cerca de mil estabelecimentos pendentes. Segundo Emerson Kapaz, representante do Instituto Combustível Legal (ICL), o cerco à ilegalidade permitiu que cerca de 10 bilhões de litros de combustíveis migrassem para o mercado legal no país, com destaque para o impacto direto no território fluminense.




