CNJ realiza operação em gabinete de desembargador ligado a investigações do Banco Master
- set 26, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Alvo de apuração após menções em conversas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o magistrado Newton Ramos teve buscas determinadas pelo corregedor nacional de Justiça.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou nesta quarta-feira (24) uma operação de busca e apreensão no gabinete do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília. O magistrado passou a ser alvo de investigações do órgão após ter seu nome citado em conversas encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
As diligências foram ordenadas pelo corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, e cumpridas por agentes da Polícia Federal (PF). A ação ocorre um dia após o CNJ determinar o cancelamento de precatórios de usinas do setor sucroalcooleiro negociados com o Banco Master, totalizando R$ 4,7 bilhões, em uma demanda movida pela Advocacia-Geral da União (AGU).
O contexto das investigações
O caso ganhou repercussão nacional após uma reportagem do Portal Metrópoles revelar a existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos. A cifra milionária estava estipulada como honorário de êxito em causas do setor sucroalcooleiro.
Além disso, a análise do aparelho telefônico de Vorcaro feita pela Polícia Federal indicou que assessores do ex-banqueiro se referiam à advogada e ao magistrado como integrantes da "Turma do KN", alusão ao ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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O posicionamento dos citados
Em nota oficial, o desembargador Newton Ramos declarou que continua no exercício de suas funções e avaliou como "natural e regular" o procedimento de correição instaurado pelo CNJ.
Na mesma linha, o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos — do qual Camila Ramos é sócia — reiterou em nota divulgada anteriormente que possui contrato formal com o Banco Master para atuar em precatórios, mas enfatizou que nenhum valor foi pago até o momento a título de pró-labore ou de êxito.
Por sua vez, o ministro Nunes Marques afirmou publicamente que jamais trocou mensagens com Daniel Vorcaro e que nunca autorizou terceiros a falarem em seu nome.




