Governo do Rio destina R$ 38 milhões para pesquisas em saúde focadas em obesidade e envelhecimento
- set 26, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação lança quatro editais da Faperj com recursos voltados a transformar estudos em soluções práticas para a população.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, lançou no Palácio Guanabara quatro editais da Faperj que somam R$ 38 milhões destinados a pesquisas sobre obesidade e envelhecimento saudável. Cada tema contará com R$ 19 milhões para financiar estudos, métodos, tecnologias e soluções aplicáveis à saúde pública.
Na frente de combate à obesidade, dois editais contemplam investigações voltadas à prevenção, atenção primária e diagnóstico precoce, abrangendo desde a infância e a adolescência até o desenvolvimento de novos medicamentos, uso de inteligência artificial em exames, casos severos, biomarcadores e fatores psicoemocionais. Os projetos também auxiliam na prevenção de doenças crônicas associadas ao excesso de peso, como hipertensão e diabetes.
Outros dois editais priorizam o envelhecimento saudável, com foco na autonomia funcional e na prevenção de incapacidades. As linhas de pesquisa incluem assistência domiciliar, suporte a cuidadores, aprimoramento dos serviços do SUS, tecnologias assistivas e estratégias de inclusão digital para a terceira idade.
Os editais são voltados a pesquisadores vinculados aos programas Cientista do Nosso Estado (CNE) e Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE), da Faperj, além de bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Ciência aplicada às necessidades da população
A proposta central das chamadas públicas é aproximar a produção científica dos desafios cotidianos da sociedade fluminense, incentivando projetos que gerem impacto direto no atendimento em saúde. As oportunidades contemplam tanto especialistas da área médica quanto profissionais de tecnologia, engenharia, ciência de dados e inteligência artificial.
– A ideia é que a ciência produzida no Rio de Janeiro saia dos laboratórios e chegue às unidades de saúde e à casa das pessoas. Obesidade e envelhecimento são desafios que afetam milhares de famílias fluminenses e pressionam a rede pública e privada – afirmou o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega.
Os interessados podem submeter os projetos de forma online até o dia 12 de outubro, seguindo os critérios específicos de cada edital.
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Carta-compromisso pela inovação
Durante a cerimônia de lançamento, as autoridades firmaram uma carta-compromisso com diretrizes para a política estadual de ciência, tecnologia e inovação. O documento reforça a integração entre a comunidade acadêmica, o setor produtivo, o poder público e a sociedade civil, visando fortalecer o ecossistema de inovação no estado.




