Na campanha eleitoral de 1966, o médico Moacyr do Carmo decidiu que não bastava ao novo prefeito construir ou ampliar a rede municipal de ensino, pois já naquela época Duque de Caxias despontava como uma cidade com potencial para o desenvolvimento econômico e a se tornar um grande polo industrial. E por isso, ele julgava mais do que na hora da cidade ter uma Universidade, que oferecesse uma graduação de qualidades e acessível à maioria dos jovens que estavam saindo do ensino médio. E essa tese ganhou adeptos entre os seus companheiros de campanha, que iriam ajudá-lo a tornar realidade esse sonho de ver nascer uma Universidade na Baixada Fluminense. Eleito e empossado, o Dr. Moacyr do Carmo encarregou o vice-prefeito e seu Chefe de Gabinete, o jornalista e advogado Ruyter Poubel, de colocar no papel as diretrizes para a criação da Universidade de Duque de Caxias.
Para ajudá-lo nessa iniciativa, Ruyter Poubel foi buscar o apoio de Hilda do Carmo Siqueira, irmã de Moacyr e Secretária de Educação do município; Wilson Pinto de Almeida, ex diretor do Instituto de Educação Governador Roberto Silveira; e Ricardo Augusto de Azeredo Viana, Secretário de Saúde. Como medida preventiva, para que o projeto não sofresse desvio de rota por interferência externa, foi fixado um conceito: os fundadores-instituidores seriam os únicos com a responsabilidade de dirigir a Universidade. Para isso, além de fundadores, todos os que aderissem de imediato ao projeto teriam o direito perpétuo e hereditário de integrar o Conselho Diretor e presidir a instituição.
Criada em 1968, a Feuduc lançou as fundações da sua Faculdade de Letras, com os cursos de Português, Literatura e Inglês, ocupando provisoriamente parte das instalações do Colégio Santa Luzia, no Jardim 25 de Agosto e de propriedade do professor Álvaro Lopes, um dos fundadores da instituição. Com a adesão de novos fundadores - como Silvério do Espírito Santo, Moacir Benazzi, Carlos Ferrari, Zoelzer Poubel, Eli Guimarães, Jorge Mury, Antonio Ticon e João da Silva Figueiredo, que foram se juntar a Moacyr, Ruyter, Hilda, Wilson Pinto de Almeida e Ricardo Augusto, a Feuduc ganhou também prestígio político e conseguiu, junto ao INCRA, a cessão de uma área no Núcleo Colonial de São Bento, ganhando, assim, a sua sede própria e maior espaço. Daí surgiram os cursos de graduação em Matemática, Biologia, Geografia e História que, ao longo de quatro décadas, formaram milhares de professores para o Ensino Médio e que, através de cursos de pós graduação, transformaram-se em profissionais das mais famosas Faculdades do Grande Rio.
A Feuduc, além de formar professores em diversas áreas, também avançou no campo das pesquisas, principalmente a partir da criação do Curso de História, cujos professores e graduandos se interessaram em estudar e pesquisar a História da Baixada Fluminense e, hoje, são professores e pesquisadores de renome, pois a Baixada Fluminense não era objeto de estudo ou divulgação nos livros didáticos adotados pela rede de ensino do Grande Rio.
Foi a partir do curso de História que um grupo de professores e pesquisadores criou o Museu Vivo de São Bento, cujo objetivo é pesquisar e resgatar a história da Baixada Fluminense, região que teve papel importante na História do Brasil pelos "caminhos" abertos a partir da Baia de Guanabara, principalmente a partir da construção do Porto do Pilar, próximo a São Bento, por onde desembarcavam ouro e pedras preciosas recolhidos em Vila Rica, e por onde eram embarcados produtos de consumo da futura Diamantina e adjacências.


