A Petrobras poderá importar 30 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia da Bolívia. A empresa recebeu autorização do Ministério de Minas e Energia para a operação, que tem o objetivo de atender à demanda de gás natural no Brasil, exceto na Região Norte e no estado de Mato Grosso.
O transporte do gás natural será feito pelo Gasoduto Bolívia-Brasil, que liga Corumbá (MS) a Porto Alegre (RS). Segundo a portaria, a entrega no Brasil será feita na fronteira entre os dois países, no estado de Mato Grosso do Sul, próximo à cidade de Corumbá.
A Petrobras terá que apresentar todos os meses, à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), relatório detalhado sobre as operações de importação realizadas no mês anterior. A autorização tem validade até julho de 2019.
INVESTIMENTO - Os investimentos da Petrobras no primeiro semestre do ano totalizaram R$ 38,6 bilhões, com destaque para a área de exploração e produção de petróleo e gás natural com 53% do total. Houve um crescimento de 38% em relação aos primeiros seis meses do ano passado quando foram investidos R$ 14,8 bilhões, com prioridade para a exploração no pré-sal da Bacia de Santos, segundo a empresa.
O setor de abastecimento e refino recebeu o segundo maior volume de recursos, com R$ 13,25 bilhões, significando um crescimento de 8% em relação ao semestre anterior. O dinheiro foi destinado principalmente para os projetos de modernização e ampliação do parque de refino, objetivando melhorar a qualidade e aumentar o volume de derivados produzidos no país.
Assim, a Petrobras espera “suprir a crescente demanda e reduzir a dependência do mercado externo de derivados – principalmente gasolina e óleo diesel", diz a nota da empresa.
Companhia fecha segundo trimestre com prejuízo de R$ 1,3 bilhão
A Petrobras teve no segundo trimestre do ano um prejuízo de R$ 1,3 bilhão. Foi o primeiro resultado negativo da companhia nos últimos dez anos. Segundo a estatal, o resultado foi fortemente influenciado pela depreciação do real em relação ao dólar - que tanto no fechamento do semestre como na cotação média do período chegou a cair 11%. O impacto foi ainda maior sobre o resultado financeiro, que registrou queda de R$ 7,3 bilhões também em razão do efeito cambial sobre o endividamento da companhia – grande parte em dólar.
- O resultado operacional também foi influenciado pelo câmbio e, em consequência, os custos dos produtos comercializados não beneficiou da redução de 9% na cotação média do petróleo em relação ao trimestre anterior, pois o impacto da variação cambial resultou em aumento de apenas 1% no valor do óleo em real - diz o comunicado da estatal. Para piorar ainda mais a situação da companhia, a demanda interna cresceu 4%, o que levou a estatal a importar mais derivados, principalmente gasolina e óleo diesel, para atender ao mercado a um custo mais elevado que o de revenda.


