Mais da metade dos trabalhadores do comércio das regiões metropolitanas excedem a jornada prevista em lei de 44 horas semanais, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira, atribui a quantidade de horas extras ao perfil do setor.
“É um setor onde você tem muita micro e pequena empresa", disse. Segundo ele, isso aumenta a informalidade e o modelo de gestão. “Às vezes se confunde o horário de abertura do comércio com a própria jornada de trabalho". Oliveira alerta, no entanto, que o excesso de carga horária é prejudicial ao trabalhador. “Jornada extensa implica desgaste, estresse e tensão". Além disso, lembra que se os comerciários trabalhassem menos, provavelmente haveria a abertura de novos postos de trabalho.


