Carlos Gil, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Duque de Caxias, pede apoio para aprovação do piso de R$ 3 mil
- out 20, 2014
Um grande ato em defesa do piso de R$ 3 mil para os vigilantes está sendo articulado pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV). Segundo o Sindicalista Carlos Gil de Souza, membro da Diretoria da CNTV e Presidente do Sindicato dos Vigilantes de Duque de Caxias, a data ainda está sendo definida junto aos sindicatos envolvidos.
- O salário de hoje é pouco. O vigilante tem dificuldade em manter a família e a questão vai além do salário. A categoria é fiscalizada rigorosamente, é uma profissão de risco para o profissional, que usa arma e colete, mas não há uma contrapartida para que possa sobreviver de forma mais digna. O salário é realmente pequeno - disse o líder sindical. “Tornamos público o nosso apoio, mais uma vez, ao governo da presidente Dilma, tendo em vista que ao longo dos anos, desde a época do ex-presidente Lula, os trabalhadores foram beneficiados e não tiveram perdas. A oposição, porém, de forma covarde, promove calúnias de modo a difamar e tentar impedir o avanço de um governo que promove benefícios em favor dos trabalhadores. Eles fingem que não enxergam, por exemplo, a Lei nº 12.740, sancionada pela Dilma, que garantiu 30% de risco de vida/periculosidade para os vigilantes. Então, todos nós somos gratos, não só por isso, mas pelo bom trabalho que ela tem feito. E acreditamos que em seu próximo governo, ela vai melhorar mais ainda - assinalou Carlos Gil.
Segundo ele, a categoria “é grata e solidária a presidente da República". E acrescenta: “Temos que reconhecer que o pobre hoje, a classe baixa, que antes ia ao mercadinho e comprava uma cestinha de compra, hoje sai com o carrinho cheio. Além disso, pode comprar móveis e até carro. Os brasileiros hoje vivem bem melhor. Na época do Fernando Henrique não era assim e não podemos admitir essa volta a um passado tão ruim para os trabalhadores".
- A criação do piso nacional dos vigilantes é outra luta e com certeza a presidente vai olhar com bons olhos essa reivindicação e por fim reconhecer que o vigilante merece um salário melhor – observa Carlos Gil. O sindicalista lembra que para se chegar a reivindicação do piso de R$ 3 mil para a “família vigilante", houve grande mobilização de sindicatos e federações. Esse valor, segundo ele, é próximo ao defendido pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que é de R$ 2.861,55. Ele lembra ainda que o senador Marcelo Crivella apresentou, em 2012, um projeto de lei, já aprovado pelo Senado e que hoje tramita na Câmara dos Deputados, fixando pisos nacionais de R$ 800, R$ 900 e R$ 1.100. Porém, segundo Gil, não existem faixas específicas de perigo, todos os trabalhadores correm risco de vida e sofrem pressões internas e externas que impactam sua saúde e segurança. O relator da Comissão Especial que discute o PL é Nelson Pelegrino (PT/BA). “Ele e o presidente da Comissão se propuseram a mediar uma negociação com as empresas sobre o projeto.
O piso de R$ 3 mil foi aprovado de 2013 durante o II Congresso Extraordinário da CNTV. “Quando aprovado definitivamente, ele vai trazer um pouco de dignidade e conforto para os vigilantes. Temos muita confiança nessa luta e a categoria está mobilizada para isso, pois sabe que isso trará mais tranqüilidade no exercício da profissão", diz Carlos Gil. Ele observou que, ao contrário do que se esperava, um grupo de sindicalistas tenta dividir a categoria na questão do piso nacional, propondo um valor igual ao maior piso do Brasil, como o de Brasília, que é de R$ 1.575,39. “Mas a resposta está vindo da categoria, que não tem rabo preso e não se intimida, pois não tem medo do patrão e vai prá luta, defendendo a aprovação do piso nacional de R$ 3 mil, como prevê o Projeto de Lei 4238/2012", concluiu Carlos Gil.


