O deputado estadual Rosenverg Reis (PMDB) denunciou arbitrariedade sofrida por ele por parte de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-040, na altura do Bairro Bingen, em Petrópolis, no último dia 10. O parlamentar disse ter tido o automóvel oficial da Alerj (placa de bronze 062 - Presidente de Comissão) apreendido sem justificativa. A denúncia, segundo ele, foi feita ao Ministério Público Federal, ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região, à direção da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Brasília e à Superintendência do órgão no Rio de Janeiro. No documento, Rosenverg Reis solicita a abertura de inquérito administrativo para apurar a conduta dos policiais.
O parlamentar relata que retornava de compromissos oficiais em municípios do interior do Estado, quando foi parado pelos inspetores Verli e João Paulo. A abordagem, segundo ele, foi realizada “sem qualquer parâmetro profissional". O veículo era conduzido pelo motorista Wallace Silva e nele estavam, além do deputado, dois policiais militares. “Não houve qualquer pedido de identificação dos ocupantes, que receberam ordem para desocupação do veículo, o que foi acatado", explicou o deputado.
Tão logo saiu do veículo, o deputado disse ter sido informado pelo inspetor Verli que o automóvel seria apreendido “por supostas irregularidades na placa". O parlamentar fez questão de apresentar identificação, o que também foi feito por seus acompanhantes, e argumentou que o veículo era oficial, de propriedade da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, estando o mesmo de acordo com as normas vigentes. Sua surpresa foi a atitude do inspetor, que disse que “prenderia qualquer carro, do TRF, do MPF, da Alerj ou qualquer outro...", acrescentando que “nem ordem do papa ou do superintendente da PRF o faria liberar o veículo".
Embora considerando desrespeitado pela atitude dos policiais rodoviários e temendo agravamento da situação, o parlamentar telefonou para um assessor para que o resgatasse. Segundo o parlamentar, o veículo foi retirado do depósito público no dia 13, após o pagamento de diárias, “porém, sem que fosse mencionada qualquer infração e sem que nada no veículo fosse alterado ou mandato alterar", lembrou.
Procurada por email pelo Capital, a Superintendência da PRF no Rio de Janeiro, através do Núcleo de Comunicação, preferiu não explicar o ocorrido, informando apenas que o órgão “não divulga a identificação de pessoas e veículos autuados ou envolvidos em qualquer tipo de ocorrência. Portanto, não temos nada a declarar sobre o assunto".


