Os bancários recusaram mais uma proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) e decidiram continuar a greve nacional, iniciada no último dia 6, com mais de 12 mil agências e 52 centros administrativos fechados, já na terceira semana de paralisação. O encontro da categoria com a Fenaban foi no último dia 15. A Federação ofereceu reajuste salarial de 7% e abono de R$ 3,3 mil. Os bancários não ficaram satisfeitos e decidiram manter a paralisação.
Segundo a Fenaban, ainda não há data para novas negociações. Com isso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) informou que decidiu pela continuidade da paralisação.
Os bancários reivindicam reposição da inflação de 9,57% e mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24), participação nos lucros, combate à meta abusiva, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, segurança e melhores condições de trabalho. Segundo balanço da Contraf-CUT, a greve atinge 56% das agências do país. De acordo com dados do comando dos grevistas, 13.096 agências e 36 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas.
No Rio de Janeiro, a greve segue com adesão de 100% nas 58 agências da Região dos Lagos. Das 60 agências do Norte Fluminense, 45 estão fechadas; mesmo número do início da greve, no dia 6 de setembro. De acordo com o sindicato, a adesão em Campos dos Goytacazes e São João da Barra, que têm 45 agências, ainda é de 100%. O movimento, que é por tempo interderminado, também abrange agências em Aperibé, Cardoso Moreira, Italva, Itaocara, São Fidélis e São Francisco de Itabapoana.
Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, o sistema de rodízio é mantido nas 37 agências. Nesta terça-feira (20), Santander e HSBC não abrem, além do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Em Friburgo e Teresópolis as agências continuam fechadas com atendimento apenas pelos caixas eletrônicos e serviços essenciais. Em Petrópolis, apenas o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal mantêm as portas fechadas durante todo o período da greve.
Até o momento, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários da Baixada Fluminense não se manifestou sobre a paralisação.


