O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, afirmou no último dia 7, durante a 73ª Reunião Geral da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), que a burocracia é um dos entraves para os pequenos negócios no País. Ao falar para mais de cem prefeitos de várias cidades brasileiras, Afif agradeceu a FNP pelo apoio à derrubada do veto do refinanciamento das micro e pequenas empresas, aprovado em abril por unanimidade pelo Congresso.
No encontro da FNP, realizado em Niterói, foram assinados três acordos de cooperação entre os Sebrae de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, relacionados ao Projeto Fortalecer Municípios. Afif mostrou, em números, que os pequenos negócios hoje é um dos caminhos para a geração e renda no País. Afif agradeceu o apoio dado pelo presidente da FNP, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette ao Refis das MEI, ressaltando que os pequenos negócios nunca tiveram um refinanciamento de suas dívidas fiscais.
- Se o fizemos agora é porque 600 mil empresas estavam sendo ameaçadas sair do Simples se não quitassem seus débitos. Se é difícil sobreviver com o Simples, imagina fora dele - afirmou o Domingos. "Foi uma mobilização grande e o Congresso aprovou por unanimidade o fim do veto, e a Frente Nacional dos Prefeitos não nos faltou com seu apoio público", acrescentou.
PARCERIA
O presidente do Sebrae afirmou que a parceria entre o instituição e a FNP tem uma grande importância, pois os pequenos negócios representam mais de 90% do universo empresarial do país. "As pequenas empresas responderam por 11 milhões de novas vagas de trabalho, de 2007 a 2017, enquanto que as médias e grandes empresas tiveram um saldo negativo de 1,3 milhão, substituíram a mão de obra pela tecnologia", explicou Afif.
Guilherme Afif ressaltou que alguns entraves ainda atrapalham os pequenos negócios, o que muitas vezes impede a legalização das micro e pequenas empresas. O Programa Líder foi apontado como um dos caminhos, pois a própria comunidade poderá dizer os caminhos de seu desenvolvimento.
- Temos uma tese de que não existe governo ruim em uma sociedade organizada - afirmou Afif, explicando que o líder ajudará no desenvolvimento local, onde opiniões diferentes precisam ser organizadas. "Quando a sociedade está organizada, o governo faz o que a sociedade quer", observou o presidente do Sebrae. "O Brasil de cima para baixo não deu certo, por isso tem que ser de baixo para cima", concluiu.


