As empresas fluminenses pagam o maior salário do país da chamada indústria criativa, segundo estudo divulgado pela Federação das Indústrias do estado (Firjan). O salário médio é R$ 3.014, 31% acima da média nacional do setor, que engloba as áreas de televisão, música, cinema, arquitetura e publicidade, entre outras. São Paulo, com média de R$ 2.775, aparece na segunda posição. O estudo da Firjan tomou por base o ano passado e avaliou 13 estados.
O gerente da Divisão de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês, disse à Agência Brasil que o “trabalhador criativo fluminense se destaca, de fato, como o mais bem remunerado do país. Além de o salário ser 31% superior aos demais núcleos criativos estaduais, o trabalhador criativo do Rio ganha 64% a mais em relação aos demais trabalhadores do estado". Segundo o economista, a indústria criativa tem, de modo geral, alto valor agregado atrelado aos seus produtos. “Até porque os trabalhadores têm elevado grau de instrução. E, no Rio de Janeiro, a gente tem tipicamente atividades criativas culturalmente muito famosas. O carnaval é um dos grandes eventos com forte atividade criativa", exemplificou.
A remuneração média de quem trabalha no núcleo criativo brasileiro é R$ 2.296, 45% superior ao salário médio de R$ 1.588 recebido pelos trabalhadores dos demais segmentos da economia.


