Espanha domina a Argentina e conquista o bicampeonato da Copa do Mundo na prorrogação
- jul 20, 2026
Com gol de Ferran Torres no tempo extra, a Fúria supera os atuais campeões em Nova Jersey e retorna ao topo do futebol mundial após 16 anos
Foram 16 anos de espera até que uma nova e talentosa geração recolocasse a Espanha no topo do futebol mundial. Muitos dos ídolos da conquista histórica de 2010, na África do Sul, estiveram presentes em Nova Jersey neste domingo (19) para testemunhar o feito. Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta — autor do gol daquele primeiro título — e até mesmo Joan Capdevilla, liberado de última hora para viajar aos Estados Unidos e que chegou a tempo de se emocionar com a sonhada segunda estrela. A Fúria é, mais uma vez, campeã da Copa do Mundo.
Os espanhóis tiveram pela frente os atuais donos da taça. A vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação, veio após um verdadeiro "amasso" durante os 120 minutos de jogo. O triunfo colocou a seleção europeia no seleto grupo de bicampeões mundiais, ao lado de Uruguai e França — além das seleções com três ou mais títulos, como os próprios argentinos e o Brasil, maior vencedor e único pentacampeão.
Diferentemente de 2010, o herói do título saiu do banco de reservas. No entanto, Ferran Torres e Iniesta guardam uma semelhança: no momento em que decidiram a Copa para a Espanha, ambos defendiam o Barcelona. Ao contrário do ex-meio-campista, revelado no clube catalão, o atacante de 26 anos foi revelado pelo Valencia e passou pelo Manchester City (Inglaterra) antes de chegar ao Barça.
Seleção da Espanha levanta a taça de campeã da Copa 2026 ao derrotar a Seleção da Argentina. Foto: FIFAcom/Fotos Públicas |
Juventude promissora para 2030
Com a sexta menor média de idade da Copa do Mundo (26,2 anos), a Fúria deixou um recado claro para 2030, edição na qual será uma das sedes: chega como forte favorita para buscar o tricampeonato. O elenco possui nomes de peso como os meio-campistas Gavi e Pedri e o atacante Nico Williams, que sequer terão completado 30 anos no próximo Mundial. Mesmo os veteranos do grupo atual, como o volante Rodri (que terá 34 anos) e o lateral Marc Cucurella (32), possuem plenas condições de estarem presentes.
Entre os destaques individuais, Lamine Yamal alcançou uma marca histórica. O atacante de 19 anos tornou-se o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo Fenômeno, que tinha 17 anos no tetra do Brasil em 1994. Vale destacar que o brasileiro não entrou em campo naquela campanha, enquanto Yamal foi a estrela da companhia espanhola, apesar de uma atuação mais discreta neste domingo. O craque se tornou, também, o quarto jogador mais novo da história a vencer uma Copa — ranking liderado por Pelé, campeão na Suécia em 1958 com 17 anos e 249 dias.
Marcas históricas e invencibilidade recorde
A Espanha atingiu dois marcos históricos expressivos com a conquista em solo norte-americano:
- Unificação dos títulos mundiais: É a primeira vez na história que um país assegura, de forma simultânea, os títulos mundiais de futebol em ambos os gêneros. A Fúria ergueu a Copa do Mundo Feminina em 2023, na Austrália e Nova Zelândia. No ano que vem, em 2027, o Brasil sediará o torneio feminino, onde as espanholas tentarão manter a unificação das taças.
- Recorde de invencibilidade: A Espanha tornou-se a seleção com a maior sequência invicta da história do futebol masculino. Com o triunfo sobre a Argentina, a equipe atingiu 38 partidas sem derrotas, superando a marca anterior da Itália (estabelecida entre 2018 e 2021). Curiosamente, a série positiva começou contra o Brasil, sob o comando de Dorival Júnior, em um empate por 3 a 3 em 26 de março de 2024, em Madri.
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O adeus de Lionel Messi às Copas do Mundo
Aos 39 anos, em seu sexto Mundial, o camisa 10 argentino se despediu do torneio. Lionel Messi encerra sua trajetória em Copas com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história da competição, com 21 gols marcados.
Durante boa parte do torneio, Messi liderou a estatística histórica de gols, assumindo o topo logo na estreia, na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia. No entanto, ele foi ultrapassado no último sábado (18) pelo atacante francês Kylian Mbappé. O camisa 10 da França chegou a 22 gols na história dos Mundiais durante a derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, em Miami, na disputa pelo terceiro lugar.
Jogo tenso e expulsão decisiva no fim
Após um sábado repleto de gols na disputa de terceiro lugar e com a memória fresca da movimentada final de 2022, a expectativa do público era de um jogo aberto e animado desde o primeiro tempo. Porém, o cenário foi diferente. Com atuações abaixo do potencial técnico habitual, Espanha e Argentina demonstraram muito nervosismo e não saíram do zero na etapa inicial. A Fúria manteve a iniciativa e criou as únicas oportunidades, embora nenhuma delas tenha levado perigo claro ao gol adversário.
Se a missão da Argentina de segurar o empate já parecia complicada no confronto de 11 contra 11, o cenário piorou drasticamente aos 47 minutos do segundo tempo. Em uma disputa no meio-campo, o volante argentino Enzo Fernández acertou uma entrada forte no zagueiro Cubarsí e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso de campo. Esta foi a primeira expulsão em uma final de Copa do Mundo desde que o francês Zinedine Zidane recebeu o cartão vermelho na decisão de 2006, na Alemanha, contra a Itália.
Ferran Torres foi o responsável por destravar o placar e fazer o gol da vitória do título da Espanha. FIFAcom/Fotos Públicas |
O gol do título na prorrogação
A insistência e a superioridade numérica da Espanha foram coroadas no primeiro ataque do segundo tempo da prorrogação. Em jogada pelo lado direito, Pedro Porro cruzou na área, Nico Williams ajeitou para trás na pequena área e Ferran Torres chegou batendo de primeira, com força, para estufar as redes e colocar a Espanha em vantagem.
[VALIDAR EDITOR: Confirmar o tempo exato do gol de Ferran Torres no segundo tempo da prorrogação para precisão do minuto do título.]
Mesmo em desvantagem, a Argentina buscou uma reação tardia. Somente aos nove minutos do segundo tempo extra os sul-americanos registraram sua primeira finalização perigosa, em um cruzamento fechado de Messi pela direita que quase surpreendeu o goleiro Unai Simón. Dois minutos depois, o camisa 10 assustou novamente em um chute forte que explodiu no rosto do volante Merino.
Nos instantes finais, a pressão mudou completamente de lado. A Argentina se lançou ao ataque e provocou uma sequência de cobranças de escanteio. Contudo, a defesa da Espanha, que sofreu apenas um gol ao longo de toda a campanha no torneio, mostrou solidez e segurou o resultado para garantir o tão esperado bicampeonato mundial. (com informações da Agência Brasil)
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