André Mendonça defende que plenário do STF analise diálogos atribuídos a Vorcaro e Moraes
- set 01, 2026
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O relator da Operação Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal votou pela remessa de novos elementos extraídos do celular do ex-banqueiro para deliberação pública do colegiado.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta terça-feira (1°) que as novas conversas atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes sejam analisadas pelo plenário da Corte. A manifestação ocorreu no despacho em que o magistrado retirou o sigilo de diálogos até então inéditos.
As conversas, que citam os nomes de Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, foram extraídas a partir da quebra de sigilo do celular de Vorcaro, alvo das investigações da Operação Compliance Zero. A apuração conduzida pela Polícia Federal investiga fraudes financeiras no Banco Master.
Segundo Mendonça, relator do caso na Corte, o plenário é a "instância soberana" para examinar o assunto de maneira técnica.
"O caminho inevitável dos presentes autos leva ao plenário deste Supremo Tribunal Federal, instância soberana para analisar, de modo técnico estritamente jurídico, os novos elementos trazidos pela autoridade policial", afirmou o ministro em seu despacho.
Sessão pública e transparente
Na decisão, o magistrado pontuou que o debate sobre o caso deve ocorrer de forma aberta ao público.
"A aludida deliberação, pelo plenário da Corte, deverá ocorrer de forma pública e transparente, em sessão presencial do colegiado", completou Mendonça.
Caberá agora ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, responsável regimentalmente pela organização da pauta, definir a data em que o tema será levado para apreciação dos demais ministros.
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Investigação e antecedentes
Com a eventual deliberação no plenário, a Corte poderá analisar se Moraes pode ser investigado a partir dos diálogos obtidos pela investigação.
No início deste ano, surgiram as primeiras mensagens que teriam sido trocadas entre Vorcaro e Moraes. Na ocasião, o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, mantinha contratos com o Banco Master.
Diante da repercussão inicial das mensagens divulgadas, o ministro negou categoricamente ter mantido conversas com o ex-banqueiro. (com informações da Agência Brasil)



