Alunos do SENAI criam sistema inteligente para lavouras e conquistam premiação no RJ
- set 26, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Áudio resumo criado por Inteligência Artificial
Projeto desenvolvido na Firjan SENAI Duque de Caxias utiliza sensores solares, Internet das Coisas e inteligência artificial integrada a óculos inteligentes.
Quatro alunos do Curso Técnico em Automação Industrial da Firjan SENAI Duque de Caxias conquistaram o segundo lugar na 4ª Semana Estadual do Técnico Industrial CRT-RJ, realizada no dia 17 de setembro, no Rio de Janeiro. O evento ocorreu na unidade Firjan SENAI SESI Tijuca.
A equipe apresentou o AGRA (Agronomia Autônoma Direta), um sistema que utiliza sensores de precisão, comunicação sem fio e Inteligência Artificial (IA) para monitorar condições do solo e do ambiente, auxiliando no manejo de lavouras e na economia de água. A proposta busca oferecer uma alternativa acessível para pequenos e médios produtores interessados em agricultura de precisão.
O grupo é formado pelos estudantes César Augusto de Azevedo e Mello de Moraes Manes, Jorge Luis Benedito de Oliveira, Patrícia Bezerra de Paiva e Luiz André Lucas Paula de Oliveira, com orientação do técnico de Educação Bryan Cupello. Vale destacar que César e Jorge têm baixa visão e integram o Programa Autonomia e Renda, focado em qualificação profissional e inclusão.
Inteligência Artificial própria e óculos interativos
Um dos maiores destaques de inovação do projeto foi o desenvolvimento de uma Inteligência Artificial criada do zero pelos próprios alunos para integrar todo o sistema.
A tecnologia foi acoplada a óculos inteligentes. Ao caminhar pela lavoura, o operador conta com o auxílio da IA, que interage em tempo real por áudio, fornecendo informações sobre a saúde da planta, as condições do cultivo e especificações técnicas.
"O diferencial foi atacar justamente essa barreira. O monitoramento agrícola de precisão já existe, mas é caro. A nossa resposta foi de arquitetura, não apenas de componente. Concentramos o custo de conectividade em um ponto central e reduzimos ao máximo o custo de cada nó adicional", explica Bryan Cupello.
Como funciona o sistema no campo
O AGRA é formado por uma rede de nós sensores baseados em microcontroladores ESP32 e sensores capacitivos, que evitam a oxidação de componentes metálicos no solo. O equipamento combina tecnologias de comunicação sem fio:
- ESP-NOW: Utilizada para troca de informações de curto alcance entre pontos próximos.
- LoRa (Long Range): Permite transmitir dados a longas distâncias com baixo consumo de energia, ideal para áreas sem sinal de celular ou internet.
Com baterias de lítio e recarga automática por painéis solares, o sistema opera de forma contínua. Nos testes realizados, o protótipo alcançou 92,4% de precisão nas leituras, 99,1% de disponibilidade e gerou uma economia hídrica estimada em 37,2%.
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Solução contra os altos custos
O projeto buscou solucionar o alto custo das tecnologias comerciais de monitoramento agrícola. Segundo levantamento da equipe, um único ponto de medição de solo no mercado custa em média R$ 1.950, enquanto kits básicos com central de comunicação chegam a R$ 5.500.
No AGRA, a conectividade é concentrada em um ponto central, barateando a expansão da área coberta. O próximo passo da equipe é levar o sistema para testes práticos em uma safra agrícola completa.
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