Alerj aprova projeto que cria o Programa Jovem Doador nas escolas estaduais do Rio
- out 14, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Iniciativa , de autoria do deputado Marcelo Dino, visa conscientizar alunos a partir de 16 anos para reforçar os estoques do Hemorio; texto segue para sanção ou veto do Governo do Estado
As escolas da rede pública estadual do Rio de Janeiro poderão contar com uma nova iniciativa para conscientizar estudantes e reforçar os estoques de sangue do estado. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, nesta terça-feira (13/10), o Projeto de Lei 4.066/21, que estabelece o Programa Jovem Doador. A proposta segue agora para o Governo do Estado, que terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a medida.
De autoria do deputado Marcelo Dino (PL), o projeto é voltado ao incentivo da doação de sangue a partir dos 16 anos de idade. A ação será desenvolvida em parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) e o Instituto Estadual de Hematologia Arthur Siqueira Cavalcanti (Hemorio).
Conscientização nas escolas e pré-requisitos para doação
O programa está previsto para ocorrer anualmente durante a última semana de maio. A programação incluirá palestras, seminários, distribuição de cartazes educativos e campanhas em redes sociais para engajar a comunidade escolar. A Seeduc e o Hemorio ficarão encarregados do planejamento e da execução das atividades nas unidades de ensino.
Para realizar a doação, os estudantes menores de idade deverão cumprir critérios específicos de segurança e saúde:
- Autorização responsável: Apresentação de termo assinado pelos pais ou responsáveis (disponível nos sites da Seeduc e do Hemorio);
- Triagem clínica: Avaliação de saúde prévia com garantia de sigilo sobre os dados fornecidos;
- Peso mínimo: O aluno deve pesar no mínimo 50 kg. Para jovens abaixo dessa marca, haverá necessidade de avaliação médica específica para ajustar o volume de anticoagulante na bolsa proporcionalmente ao sangue retirado;
- Histórico recente: O estudante precisa informar caso tenha tido perda de peso inexplicada superior a 10% do peso corporal nos três meses anteriores.
Experiência pessoal motivou a proposta
Durante a votação em plenário, o autor da matéria ressaltou a importância da mobilização social e compartilhou uma vivência pessoal sobre a urgência de manter os bancos de sangue abastecidos.
— Eles falaram que meu filho já tinha usado 20 bolsas de sangue. Eu sou doador desde os 18 anos, mas, quando meu filho precisou, outras pessoas doaram. Isso mostra para as pessoas que acham que nunca vão precisar. Esse projeto é essencial para que jovens comecem a doar sangue desde cedo — relatou o deputado Marcelo Dino.
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Panorama da doação de sangue no Brasil
A medida busca mitigar o baixo índice de doadores no país. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que apenas 1,7% da população brasileira doa sangue regularmente, marca abaixo do percentual recomendado pela entidade, que varia entre 3% e 5%.
Com o objetivo de ampliar o número de doadores nos hemocentros nacionais, o Ministério da Saúde já havia alterado as regras regulatórias, reduzindo a idade mínima para doação de 18 para 16 anos (mediante autorização dos responsáveis) e elevando a idade máxima de 67 para 69 anos.




