Dólar dispara 8,21% e Bolsa despenca 13,88% após reeleição de Lula
- out 26, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Ibovespa registra maior queda diária desde março de 2020 e aciona circuit breaker; moeda americana tem maior valorização diária desde 1999.
O mercado financeiro brasileiro vivenciou um dia de forte turbulência nesta segunda-feira (26), reagindo ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais que confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O dólar comercial encerrou a sessão com disparada de 8,21%, cotado a R$ 5,403. Trata-se da maior valorização percentual diária da moeda norte-americana desde 13 de janeiro de 1999, período em que o Brasil enfrentava mudanças em seu regime cambial. Na máxima do dia, registrada durante a manhã, a divisa chegou a atingir R$ 5,6049.
Ao longo da tarde, a cotação perdeu força e recuou para a casa dos R$ 5,40, em um movimento de realização de lucros por investidores e entrada de recursos de exportadores que aproveitaram os picos de alta para internalizar divisas.
Paralelamente, o Ibovespa — principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) — despencou 13,88%, fechando aos 176.608,23 pontos. Trata-se do menor nível de encerramento do indicador desde 31 de agosto e da maior queda diária desde março de 2020, ápice da crise gerada pela pandemia de covid-19.
Principais indicadores do pregão nesta segunda-feira (26):
- Dólar comercial: R$ 5,403 (+8,21%)
- Máxima do dólar: R$ 5,6049 (durante a manhã)
- Ibovespa: 176.608,23 pontos (-13,88%)
- Mínima do Ibovespa: 169.516,43 pontos (-17,00%)
- Volume financeiro: R$ 88,6 bilhões (contra média diária usual de R$ 25 bilhões)
- Dólar em outubro: Alta acumulada de 4,40%
- Ibovespa em outubro: Queda acumulada de 5,22%
- Acumulado do ano (2026): Dólar acumula queda de 1,57%; Ibovespa mantém alta acumulada de 9,61%.
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Circuit breaker e reposicionamento de investidores
A intensidade da desvalorização do mercado acionário logo nas primeiras horas de pregão fez o Ibovespa despencar mais de 17%, batendo a mínima de 169.516,43 pontos. A oscilação brusca obrigou a Bolsa a acionar o mecanismo de circuit breaker, interrompendo temporariamente todas as negociações para conter a volatilidade.
A forte movimentação refletiu a desmontagem e o reajuste de posições que haviam sido assumidas por parte dos investidores antes do pleito. O mercado precificava uma possível vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que liderou a votação no primeiro turno, o que exigiu rápida reorganização das carteiras com a confirmação da vitória das urnas por Lula.
Para mitigar a volatilidade no mercado de dívida, o Tesouro Nacional atuou por meio de operações de recompra de títulos públicos.
Apesar do impacto pontual na sessão, o Ibovespa preserva um resultado positivo no acumulado de 2026, sustentando uma alta de 9,61%, enquanto o dólar mantém recuo acumulado de 1,57% no ano. (com informações da Agência Brasil)




