O vice-presidente da República, Michel Temer, divulgou sexta-feira (27), uma nota em que repudia as declarações do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e nega relações de proximidade com o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Jorge Zelada. O ex-diretor continua preso, acusado de receber propina de empreiteiras que participavam do esquema de cartel de licitações na estatal. Em depoimento prestado à PF, Delcídio teria dito que Temer e Zelada têm relações próximas, mas não detalhou que relações seriam essas.
De acordo com a assessoria de imprensa do vice-presidente, que é presidente nacional do PMDB, Temer não indicou Zelada, nem trabalhou por sua manutenção no cargo. "Em 2007, o senhor Jorge Zelada foi levado à presidência do PMDB por estar sendo indicado para cargo na Petrobras, ocasião em que foi apresentado a Michel Temer. Portanto, o presidente do PMDB nega qualquer relação de proximidade com Zelada e repudia veementemente as declarações do senador Delcídio do Amaral", informa a nota.
As gravações feitas pelo filho de Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró, serviram de embasamento para o pedido de prisão do parlamentar. As gravações foram feitas durante uma reunião com o advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, de Delcídio, e de seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira. No material, encaminhado à Procuradoria-Geral da República, o senador discute um plano para evitar que o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, pai de Bernardo, assinasse um acordo de delação premiada. (Agência Brasil)


