Se o Supremo aceitar a denúncia, o grupo será réu em um processo de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo desvios na Transpetro, subsidiária da Petrobras. A PGR (Procuradoria-Geral da República) sustenta que o grupo de políticos do PMDB e Sérgio Machado (ex-senador do partido pelo Ceará) usaram a Transpetro para obter propina. O dinheiro teria sido injetado em diretórios estaduais e municipais do partido.
- Os dados mostram que os Estados de alguns dos membros do PMDB que são alvo da Operação Lava Jato receberam em 2010 e em 2014 recursos em montante desproporcional ao tamanho do eleitorado. Por outras palavras, os Estados de domicílio eleitoral desses investigados ou denunciados, e não os de maior eleitorado, receberam os maiores volumes de recursos - explica Janot na denúncia apresentada. "Em contrapartida a esses pagamentos, Sérgio Machado praticou atos de ofício para promover, autorizar e direcionar as licitações e contratações da Transpetro em favor da NM Engenharia" - diz a PGR. Os administradores da NM Engenharia, Maramaldo e Nelson Cortonesi Maramaldo, estão entre os denunciados.
JUCÁ - Rodrigo Janot apresentou na segunda-feira (28) denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR). O procurador acusa o parlamentar de receber R$ 150 mil de propina para beneficiar a empreiteira Odebrecht na votação de duas medidas provisórias que teriam beneficiado a empresa. A acusação foi baseada nos depoimentos de delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da empreiteira. Segundo o delator, o pagamento ocorreu após um pedido de Jucá e não há como justificar que o repasse foi feito como doação partidária. “Não há dúvidas de que o sistema eleitoral foi utilizado para o pagamento disfarçado de vantagem indevida a partir de ajuste entre Romero Jucá e o executivo do Grupo Odebrecht Cláudio Melo Filho", diz trecho da denúncia.


