Flávio Dino autoriza abertura de novo inquérito da Polícia Federal contra Lulinha
- ago 06, 2026
Investigação apura suposta atuação de grupo em negócios ilícitos com o governo federal; Defesa de Fábio Luís nega irregularidades e afirma receber a decisão com absoluta serenidade.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de uma nova investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão atende a um pedido formulado pela Polícia Federal (PF).
O novo inquérito busca apurar a suposta atuação de um grupo suspeito de realizar negócios ilícitos envolvendo órgãos do governo federal. Por determinação judicial, os detalhes da investigação permanecem sob segredo de Justiça.
Além da abertura da apuração principal, o ministro acolheu um pleito apresentado pela própria defesa do empresário e determinou a instauração de um procedimento paralelo para investigar o vazamento de informações sigilosas sobre o caso.
Com a nova determinação, o empresário passa a ser alvo de três inquéritos ativos na Polícia Federal:
- Primeiro inquérito: Apura um suposto esquema de tráfico de influência no Ministério da Saúde. O caso envolve uma empresa do segmento de cannabis medicinal ligada ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", que buscava firmar contratos com a pasta. A investigação não possui relação com descontos indevidos em benefícios previdenciários.
- Segundo inquérito: Investiga suspeitas de irregularidades no âmbito da Dataprev, empresa pública responsável pelo processamento dos dados da Previdência Social.
- Terceiro inquérito: Apura a suposta conduta de agentes em negociações ilícitas com a administração pública federal.
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Posicionamento da defesa
Em nota oficial, os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho, responsáveis pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva, afirmaram ter recebido a notícia sobre o novo procedimento com "absoluta serenidade". Os defensores destacaram que o processo será a oportunidade para demonstrar a regularidade de suas atividades.
"Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento", declarou a defesa.
Os advogados ressaltaram ainda ter solicitado ao STF "providências enérgicas" para combater "vazamentos reiterados, seletivos e criminosos".
"Temos denunciado a instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais", concluíram os defensores.
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