Maior leilão do pré-sal termina com sete blocos arrematados e arrecada R$ 530 milhões
- out 08, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Quarto Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção atrai R$ 778,4 milhões em investimentos mínimos previstos, impulsionando a expansão da área exploratória no país.
O maior leilão de blocos de exploração e produção de petróleo e gás do Polígono do Pré-Sal terminou com sete dos 13 blocos ofertados sendo arrematados. O 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção foi realizado na manhã desta quarta-feira (7), na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Centro do Rio de Janeiro.
O resultado permitiu ao governo arrecadar R$ 530 milhões em bônus de assinatura — valor que somaria R$ 1,24 bilhão caso todas as áreas tivessem sido contratadas. Este foi o leilão do pré-sal com o maior número de blocos arrematados da série histórica, superando o ciclo anterior realizado em 2025, que teve cinco áreas licitadas. Com o desfecho, a área exploratória sob regime de partilha aumenta 58%, alcançando 39,2 mil quilômetros quadrados, o equivalente a cerca de 90% do território do estado do Rio de Janeiro.
Disputa e vencedores do certame
Embora houvesse 19 companhias habilitadas, apenas seis apresentaram propostas, sendo quatro estrangeiras. Não houve concorrência direta entre as empresas; em todos os sete blocos arrematados, apenas uma competidora apresentou lance. As maiores vencedoras foram a Petrobras e a Prio, cada uma com duas áreas adquiridas, seguidas pela norueguesa Equinor, que levou dois blocos — um deles em consórcio com a portuguesa Galp. A chinesa CNOOC, em parceria com a Sinopec, também arrematou um bloco na Bacia de Santos.
Para explorar as áreas localizadas nas bacias de Santos e Campos, as petroleiras vencedoras comprometeram-se a realizar investimentos mínimos da ordem de R$ 778,4 milhões. Os blocos que não receberam propostas — Turmalina, Larimar, Aragonita, Opala, Granada e Cerussita — retornam à prateleira para a próxima rodada de licitação.
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Modelo de partilha e ágio médio
No modelo de partilha de produção, vence a empresa que oferece à União a maior parcela de óleo excedente, que corresponde à produção restante após o pagamento dos custos operacionais. Embora não tenha havido disputa acirrada entre concorrentes, todas as áreas foram arrematadas com ágio, que variou de 8% a quase 495%, registrando uma média de 108,38%.
As empresas vencedoras devem seguir agora as etapas de tramitação documental e o pagamento dos bônus de assinatura. A assinatura oficial dos contratos está prevista para o dia 26 de fevereiro de 2027.
Enquanto ativistas ambientais manifestaram preocupação e o Instituto Arayara tentou barrar o certame na Justiça Federal alegando sobreposição com áreas de conservação e territórios tradicionais, representantes do setor produtivo, como o IBP e o Ineep, destacaram a importância dos leilões para a segurança energética, a geração de empregos e o dinamismo da economia nacional. (com informação da Agência Brasil)




