O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, está acompanhando os acontecimentos no Brasil, afirma nota divulgada nesta quinta-feira (12) por seu porta-voz, Stéphane Dujarric. Segundo o comunicado, o secretário pediu calma e diálogo a todos os setores da sociedade brasileira. A nota diz que Ban Ki-moon confia que as autoridades do país “vão honrar os compromissos democráticos do Brasil, aderindo ao Estado de Direito e à Constituição".
O secretário-geral também expressou gratidão pelas contribuições brasileiras ao trabalho das Nações Unidas.
Já o secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), Ernesto Samper, afirmou que o afastamento da presidenta afastada Dilma Roussef pode abrir um precedente "perigoso". Segundo Samper, a atitude "compromete a governabilidade democrática da região em um caminho perigoso". "O que aconteceu no Brasil é que uma maioria política mudou o que a maioria dos cidadãos expressou, por eles mesmos, em claro favor de Rousseff", informou o líder da Unasul sobre a reeleição de Dilma aRousseff em 2014.
Segundo ele, o impeachment é um tipo de "ruptura da ordem democrática", que pode levar o Brasil a ser suspenso do bloco econômico, já que tem "caráter político". Samper criticou ainda a postura dos parlamentares na Câmara dos Deputados, que "não deram espaço" para que a defesa de Dilma fosse realizada de maneira correta. "Nesta nova fase, pedimos que o direito de defesa da presidenta Rousseff seja garantido", disse Ernesto Samper ao comentar o novo processo que se desenvolverá no Senado e que pode afastá-la definitivamente do cargo.
Sobre o presidente interino do Brasil, Michel Temer, o presidente do bloco se recusou a fazer qualquer comentário por "não ser sua esfera comentar um governo interino". (Agência Brasil)


