Por maioria dos votos dos desembargadores - 3 a 2 - o Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitou os embargos infringentes e manteve a condenação em segunda instância do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) por peculato e lavagem de dinheiro no "mensalão tucano". A decisão foi no último dia 24. Ele foi condenado a 20 anos e 1 mês em reclusão por ter participado do esquema que desviou cerca de R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para o caixa 2 da campanha do PSDB para reeleição ao governo do Estado em 1998.
A 5ª Câmara Criminal do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) negou, por três votos a dois, o recurso nesta terça-feira (24). Os desembargadores Pedro Vergara e Adilson Lamounier concordaram com o relator Júlio César Lorens. Já Alexandre Victor de Carvalho e Eduardo Machado votaram a favor do recurso do ex-governador. Azeredo chefiou o Executivo mineiro entre 1995 e 1998.
SEM VOLTA
Como a decisão não pode mais ser revertida, restando apenas embargos declaratórios - que não alteram o mérito do julgamento -, o tucano deve ser o primeiro condenado a ser preso no esquema mineiro que serviu como uma espécie de laboratório para o mensalão petista. Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, os condenados podem ser presos após esgotados os recursos na segunda instância.


