A Câmara de Duque de Caxias poderá abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as empresas de ônibus que atuam no município. A informação foi dada com exclusividade ao Capital pelo vereador Serginho Corrêa (PR), primeiro secretário do Legislativo caxiense, durante entrevista concedida em seu gabinete na tarde desta segunda-feira (12), acompanhado do também vereador Celso do Alba (PP), autor da proposta e que também assinou o requerimento a ser encaminhado à presidência da Casa.
Serginho Corrêa, que já havia questionado na justiça o aumento das passagens decretado pelo prefeito Alexandre Cardoso, lembrou que o assunto é nos dias de hoje pauta principal em todo o País. “A população foi às ruas e em muitas cidades, conseguiu derrubar os aumentos, como em Duque de Caxias. Porém, até hoje, as planilhas que justificariam os aumentos não foram tornadas públicas, o assunto é uma verdadeira caixa preta que precisamos abrir e mostrar à população", justificou o vereador, acrescentando que enviou ofícios à Secretaria Municipal de Serviços Públicos e às empresas solicitando as planilhas, e que não obteve resposta até o momento.
- Necessitamos de 1/3 de assinaturas, mas queremos as 29. Tenho certeza que nenhum dos nossos colegas vai se negar a assinar o requerimento – disse Celso do Alba, acrescentando que no caso “não é necessário nem o aval do presidente". Serginho Corrêa fez questão de esclarecer que o pedido de CPI dos Ônibus não concorre com a Comissão de Transportes. “Queremos a colaboração dos seus membros, que certamente não nos negarão apoio". Celso completou: “Somos representantes do povo e estamos seguindo a voz das ruas. O povo foi para as ruas e quer essa CPI". A vereadora Maria de Fátima, a Fatinha (PP), que chegou ao término da entrevista, fez questão de elogiar a iniciativa de Serginho Corrêa e Celso do Alba e declarou que “a CPI se faz necessária".
Ao encerrar a entrevista, Serginho Corrêa esclareceu ainda: “Não podemos esquecer que existe uma determinação da justiça pela licitação das linhas em Duque de Caxias desde o governo Zito. Porém, nada ainda aconteceu".


