O delegado Moysés Santana também pediu a prisão dos acusados. Além de Paulo Cesar e Walter Santos, os outros indiciados são Marcus Gomes Rodrigues, Claudino Batista da Silva Junior, Ivo de Oliveira Sodré, Marilda da Silva Vieira, Alexandre de Oliveira, Carlos Cesar Flora de Almeida, Walter Rodrigues Araujo, Paulo Vicente Gomes e Hugo Moura Filho.
Foram interceptadas conversas telefônicas, com autorização judicial, nas quais foi possível verificar que Paulo, apesar de nomeado para outro cargo, atuava como superintendente e ainda detinha poder para determinar a forma de execução dos serviços na empresa em alusão, detendo, desta forma, o controle do órgão público e da empresa privada. A Polícia Civil descobriu também que a atual superintendente foi nomeada ao cargo em razão da influência política de Paulo. Também foi possível colher provas que comprovavam que o secretário de Saúde Walter Wilmes tinha conhecimento das atividades de Paulo. Além disso, também se verificou que a empresa de Paulo, no período de 2011 a 2015, venceu pelo menos 15 licitações, em contratos que, se somados, ultrapassam R$ 15 milhões, todos, referentes à aquisição de produtos para combate a pestes.


