Inflação oficial de agosto fecha em -0,32% e registra menor taxa em quatro anos
- set 12, 2026 - Por Redação Jornal Capital
Ouça a versão em áudio deste artigo
Áudio resumo criado por Inteligência Artificial
Quedas expressivas nas contas de luz, impulsionadas pelo Bônus de Itaipu, além de recuos em alimentos e transportes, derrubam o IPCA no período.
A inflação oficial do país fechou o mês de agosto em -0,32%, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa a menor taxa registrada para o mês desde agosto de 2022, quando alcançou -0,36%, ficando abaixo das projeções do mercado financeiro.
O resultado reverte o patamar de julho, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) havia registrado 0,07%. Com o recuo, o acumulado em 12 meses recuou para 4,22%, menor valor desde março, mantendo-se dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual.
Bônus de Itaipu e impacto na habitação
O principal vetor da deflação de agosto foi o grupo de Habitação, que registrou queda de 1,87% — a mais profunda para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. O recuo foi puxado diretamente pelo Bônus de Itaipu, desconto que reduziu as contas de luz em média 7,63% com a distribuição do saldo positivo da hidrelétrica estatal.
Balança comercial registra superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto impulsionado por commodities
Estudo apoiado pela Faperj usa inteligência artificial para gerar energia em aterros
Brasileiros retiraram R$ 10,5 bilhões da poupança em agosto com avanço de saques
Alimentos e transportes em baixa
O setor de Alimentação e Bebidas registrou sua terceira queda consecutiva, recuando 0,34%. Entre os itens que mais baratearam na cesta dos brasileiros estão a batata-inglesa (-19,89%), a cenoura (-11,22%), a cebola (-11,07%), o tomate (-10,94%), o ovo de galinha (-4,15%) e o café moído (-1,86%).
No grupo de Transportes, o destaque ficou com as passagens aéreas, que despencaram 13,17%, seguidas pelas retrações nos preços dos combustíveis, com quedas no etanol (-3,95%), óleo diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%). (com informações da Agência Brasil)




