Estudo apoiado pela Faperj usa inteligência artificial para gerar energia em aterros
- set 10, 2026 - Por Redação Jornal Capital
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Áudio resumo criado por Inteligência Artificial
Pesquisa desenvolvida no Rio de Janeiro combina biotecnologia e análise de dados para otimizar a captação de biometano e ampliar o aproveitamento de resíduos urbanos.
Uma pesquisa financiada pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) está desenvolvendo uma tecnologia que combina inteligência artificial e biotecnologia para aumentar a produção de biogás em aterros sanitários. A proposta busca ampliar o aproveitamento energético dos resíduos urbanos e contribuir de forma direta para a expansão da matriz de energia renovável.
O projeto utiliza análise avançada de dados para identificar os fatores que influenciam a produção de metano, principal componente do biogás, com o objetivo de otimizar o desempenho dos poços de captação instalados nos complexos de descarte. A tecnologia passará por testes práticos em um aterro sanitário real e foi desenhada para permitir adaptação em diferentes unidades do setor.
Inteligência artificial a favor da sustentabilidade
De acordo com o pesquisador Álvaro Freitas, o monitoramento detalhado das condições internas dos aterros é o ponto central para destravar o potencial energético dos resíduos.
— Nosso objetivo é entender por que alguns poços apresentam uma produção de biogás menor do que outros e, a partir da análise dessas informações, encontrar uma forma de melhorar esse desempenho. A inteligência artificial será uma ferramenta importante para identificar os fatores que mais influenciam essa produção — explica.
O biogás é gerado de maneira natural através da decomposição da matéria orgânica depositada e pode ser direcionado para a produção de eletricidade. Após passar por etapas de tratamento e purificação, o composto também pode ser convertido em biometano, funcionando como um combustível renovável de alto valor estratégico.
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Transformando desafios em energia limpa
Ao maximizar o volume de gás capturado, a nova tecnologia eleva o potencial de geração energética a partir do lixo urbano descartado diariamente. A iniciativa une inovação tecnológica e sustentabilidade, criando ferramentas para uma gestão de resíduos mais eficiente e alinhada às metas ambientais.
A expectativa da equipe acadêmica é consolidar uma solução escalável, passível de implementação em diversos aterros sanitários pelo país, transformando um passivo ambiental complexo em uma oportunidade concreta de produção de energia limpa.
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